Cientistas brasileiros desenvolvem sensor que apura diabetes pelo hálito do paciente

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janeiro 25, 2017
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Equipamento detecta e mede níveis de acetona, substância ligada à doença

Uma equipe de pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo), UNESP (Universidade Estadual Paulista) e UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) desenvolveu o protótipo de um sensor que é capaz de verificar e mensurar os níveis de acetona pelo hálito do indivíduo, detectando a presença de diabetes.

O organismo produz uma substância chamada acetona. Em pacientes com diabetes descompensada, essa produção ocorre em maior quantidade, se comparada à de pacientes saudáveis. A substância está presente no hálito e na urina dos diabéticos.

Sede constante, emagrecimento e visão embaçada são sinais de diabetes

Quando entra em contato com o sensor, a acetona altera suas propriedades físicas. O pesquisador Luis Fernando Silva, do Instituto de Física da UFSCar, um dos autores do projeto, explica o processo.

— Quando as moléculas da acetona interagem com o sensor, elas alteram sua resistência elétrica. Essa variação pode indicar para nós os níveis de acetona. Um paciente saudável tem entre 0,3 e 0,9 partes por milhão de acetona. Em um paciente diabético, esse nível pode ficar acima de 1.8 partes por milhão.

Próxima fase do projeto

Agora, a pesquisa prossegue com o objetivo de testar a estabilidade do sensor, para verificar a variação em sua performance, já que pode haver forte influência da umidade nos resultados. Além disso, o grupo procura uma equipe médica para iniciar testes em humanos e aprimorar o equipamento.

— Nosso objetivo, além de identificar a presença ou não de diabetes, é monitorar a gravidade do mau cuidado. Queremos que o sensor seja um substituto aos exames de ponta de dedo.

Atualmente, o controle do diabetes é realizado com exames de sangue, que verificam a glicemia. Porém, com o sensor, abre-se uma possibilidade mais prática e menos invasiva.

Os pesquisadores pretendem comparar o nível de acetona aos níveis de glicemia, para facilitar a vida do paciente e por fim aos exames sanguíneos, que costumam ser diários, explica Silva. Outro projeto futuro é utilizar o equipamento para identificar outras doenças.

Lyxumia é indicado para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2

— Já estamos trabalhando com a possibilidade de câncer e infarto. Isso é possível porque o paciente elimina moléculas das doenças que podem estar no hálito.

Pessoas com câncer de ovário tem novo remédio para tratamento

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janeiro 16, 2017
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O Lynparza® (olaparibe) será indicado para casos avançados de carcinoma de ovário seroso de alto grau e outros dois tipos de carcinomas.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do medicamento novo Lynparza® (olaparibe), na forma farmacêutica cápsula dura. O novo medicamento Lynparza® (olaparibe) é indicado para o tratamento de manutenção de pacientes adultas com carcinoma de ovário seroso de alto grau (um tipo de câncer de ovário avançado), incluindo carcinoma da trompa de Falópio (parte do sistema reprodutor feminino que conecta os ovários ao útero) e carcinoma do peritônio (a membrana de revestimento do abdômen).

Lynparza® (olaparibe) é usado em pacientes que têm mutação (um defeito) em um dos dois genes conhecidos como BRCA1 e BRCA2 e que têm doença recorrente (quando o câncer voltou após tratamentos anteriores). Lynparza® (olaparibe) deve ser utilizado após o tratamento com medicamentos à base de platina, quando o tumor teve uma diminuição do tamanho ou desapareceu completamente com este tratamento e a paciente manteve uma resposta durável (duração de pelo menos 6 meses).

O carcinoma de ovário é uma doença agressiva, de risco à vida. Como o número de pacientes com carcinoma de ovário é pequeno, esta doença é considerada rara, e Lynparza®(olaparibe) teve sua análise priorizada pela Anvisa. A detentora do registro do medicamento no Brasil é a empresa AstraZeneca do Brasil Ltda, localizada em São Paulo (SP).

 

Fonte: Anvisa

Infarmed manda parar a venda de atacado de quatro medicamentos

everuser
janeiro 13, 2017
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Foram detetadas não conformidades no sistema de boas práticas de fabrico de quatro medicamentos, três são paracetamol

A Autoridade do Medicamento determinou a suspensão imediata da venda de lotes de quatro medicamentos disponíveis em Portugal, devido a “não conformidades no sistema de boas práticas de fabrico”.

Os lotes em causa são de quatro fármacos: o Paracetamol Bluepharma 1000 mg, o Paracetamol Sandoz 500 mg, o Supofen comprimido 1000 mg e o Metformina Mylan.

“Na sequência de uma inspeção realizada pelo Infarmed ao fabricante de medicamentos para uso humano Granules India Ltd. (Gagillapur, Índia) foram detetadas não conformidades no sistema de boas práticas de fabrico, relacionadas com a atividade de granulação e embalagem primária de comprimidos”, refere uma nota publicada no site da Autoridade do Medicamento, onde surgem referidos os respetivos lotes.

A informação refere que os doentes que estejam a usar os referidos lotes dos medicamentos não devem contudo interromper o tratamento, sendo antes aconselhado que consultem o médico para que prescreva remédio alternativo.

Já as entidades que têm estes lotes em stock não os poderão vender, dispensar ou administrar, devendo proceder à sua devolução.

Ao DN o Infarmed explicou que elaborou “de acordo com os procedimentos comunitários de inspeção da Agência Europeia do Medicamento a fabricantes de medicamentos, um relatório de inspeção com as não conformidades detetadas e enviou ao fabricante, para que este devolva ao Infarmed o plano de medidas corretivas a implementar na sequência das não conformidades detetadas em sede de inspeção”. A autoridade nacional planeia fazer uma “inspeção de acompanhamento a este fabricante no 1º trimestre de 2017, após avaliação das medidas corretivas enviadas pelo fabricante”.