Pessoas com câncer de ovário tem novo remédio para tratamento

everuser
janeiro 16, 2017
lapari

O Lynparza® (olaparibe) será indicado para casos avançados de carcinoma de ovário seroso de alto grau e outros dois tipos de carcinomas.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do medicamento novo Lynparza® (olaparibe), na forma farmacêutica cápsula dura. O novo medicamento Lynparza® (olaparibe) é indicado para o tratamento de manutenção de pacientes adultas com carcinoma de ovário seroso de alto grau (um tipo de câncer de ovário avançado), incluindo carcinoma da trompa de Falópio (parte do sistema reprodutor feminino que conecta os ovários ao útero) e carcinoma do peritônio (a membrana de revestimento do abdômen).

Lynparza® (olaparibe) é usado em pacientes que têm mutação (um defeito) em um dos dois genes conhecidos como BRCA1 e BRCA2 e que têm doença recorrente (quando o câncer voltou após tratamentos anteriores). Lynparza® (olaparibe) deve ser utilizado após o tratamento com medicamentos à base de platina, quando o tumor teve uma diminuição do tamanho ou desapareceu completamente com este tratamento e a paciente manteve uma resposta durável (duração de pelo menos 6 meses).

O carcinoma de ovário é uma doença agressiva, de risco à vida. Como o número de pacientes com carcinoma de ovário é pequeno, esta doença é considerada rara, e Lynparza®(olaparibe) teve sua análise priorizada pela Anvisa. A detentora do registro do medicamento no Brasil é a empresa AstraZeneca do Brasil Ltda, localizada em São Paulo (SP).

 

Fonte: Anvisa

Infarmed manda parar a venda de atacado de quatro medicamentos

everuser
janeiro 13, 2017
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Foram detetadas não conformidades no sistema de boas práticas de fabrico de quatro medicamentos, três são paracetamol

A Autoridade do Medicamento determinou a suspensão imediata da venda de lotes de quatro medicamentos disponíveis em Portugal, devido a “não conformidades no sistema de boas práticas de fabrico”.

Os lotes em causa são de quatro fármacos: o Paracetamol Bluepharma 1000 mg, o Paracetamol Sandoz 500 mg, o Supofen comprimido 1000 mg e o Metformina Mylan.

“Na sequência de uma inspeção realizada pelo Infarmed ao fabricante de medicamentos para uso humano Granules India Ltd. (Gagillapur, Índia) foram detetadas não conformidades no sistema de boas práticas de fabrico, relacionadas com a atividade de granulação e embalagem primária de comprimidos”, refere uma nota publicada no site da Autoridade do Medicamento, onde surgem referidos os respetivos lotes.

A informação refere que os doentes que estejam a usar os referidos lotes dos medicamentos não devem contudo interromper o tratamento, sendo antes aconselhado que consultem o médico para que prescreva remédio alternativo.

Já as entidades que têm estes lotes em stock não os poderão vender, dispensar ou administrar, devendo proceder à sua devolução.

Ao DN o Infarmed explicou que elaborou “de acordo com os procedimentos comunitários de inspeção da Agência Europeia do Medicamento a fabricantes de medicamentos, um relatório de inspeção com as não conformidades detetadas e enviou ao fabricante, para que este devolva ao Infarmed o plano de medidas corretivas a implementar na sequência das não conformidades detetadas em sede de inspeção”. A autoridade nacional planeia fazer uma “inspeção de acompanhamento a este fabricante no 1º trimestre de 2017, após avaliação das medidas corretivas enviadas pelo fabricante”.