As farmácias de manipulação na contramão da crise

everuser
março 8, 2017
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A rede NatureDerme vem remando na contramão da crise e iniciou um investimento para abrir o que considera ser a nona loja do grupo, um e-commerce com/Divulgação

As farmácias de manipulação brasileiras representam apenas 10% das empresas do setor farmacêutico no País. A expectativa, porém, é de que as 7.200 lojas do ramo instaladas no Brasil respondam, este ano, pelo equivalente a 12,5% de toda a receita prevista para o segmento de farmácias e drogarias, algo em torno de R$ 5 bilhões. Investimento maciço em ações de comunicação e marketing, além de um maior potencial inovador estão entre os fatores que vêm dando fôlego ao setor. No último ano, 78% dos empresários fizeram algum tipo de investimento e outros 87% planejavam aplicar recursos. Os dados foram divulgados na última semana pela Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag).

Em Belo Horizonte, a realidade não é diferente e os resultados confirmam as estatísticas. Silvana Gonçalves Pinto Araújo, sócia-proprietária da rede NatureDerme – presente na Capital e em Betim e Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), vem remando na contramão da crise econômica que impactou o País. Recentemente, a farmacêutica iniciou um investimento robusto para abrir o que considera ser a nona loja do grupo, um e-commerce com alcance nacional. “Faço parte do grupo que conseguiu aumentar a receita, apesar das dificuldades. O que estamos tentando é não deixar que a crise entre na empresa, buscando novos caminhos e apostas. Estamos concretizando o e-commerce, já que as coisas, no mundo todo, têm caminhado para o lado virtual”, detalha.

A empresária também está consolidando no mercado uma marca própria, a NatureVerde, de cápsulas oleosas, como ômega 3 e linhaça. O objetivo é diversificar as atividades do grupo. A rede de farmácias é formada por oito unidades físicas e tem 130 colaboradores, dos quais 11 são farmacêuticos.

Mercado – O raio-x do setor de manipulação no País integra o Panorama Setorial Anfarmag: Farmácias de Manipulação Brasileiras – 2015/2016. Conforme o levantamento, 39% dos empresários aumentaram a receita em 2015, frente a 2014; 34% mantiveram o faturamento e somente 27% queixaram-se de queda nos rendimentos. Na avaliação do diretor-executivo da Anfarmag, Marco Antônio Fiaschetti, o estudo mostra que apesar da adversidade do cenário econômico, confiança do empresário e particularidades do segmento têm feito a diferença.

“O que podemos afirmar é que os resultados estão diretamente ligados à confiança e, claro, aos investimentos que são realizados. Treinamento de equipe e investimento em um relacionamento mais próximo com o cliente associados a um produto individualizado, de qualidade, fazem a diferença”, afirma. Ainda de acordo com o panorama setorial, 87% dos empresários consultados planejavam investir e 78% haviam executado algum tipo de aporte financeiro. Caso da farmacêutica Janete Grippa Assis, proprietária da Farmácia Debonne, na Savassi, região Centro-Sul de Belo Horizonte. O estabelecimento cresceu 25% este ano, na comparação com 2015, quando foram investidos cerca de R$ 70 mil na reestruturação da loja.

“Fiz uma boa reforma e tornei o ambiente mais sofisticado. Além disso, investi em marketing, divulgação, em produtos de nutrição funcional e dermocosméticos. Estou apostando no crescimento e, para isso, investindo em práticas que tenham sucesso junto ao cliente, como aquisição de produtos novos no mercado. Talvez a grande descoberta do setor de manipulação seja a propriedade intelectual do farmacêutico, fundamental para filtrar o enorme número de novidades que chegam ao mercado a todo tempo”, pontua.

Na farmácia Lantana, com unidades nos bairros Santa Efigênia (Leste) e Alípio de Melo (Pampulha), em Belo Horizonte, consultorias comerciais, estudos de gestão estratégica e um direcionamento na área da nutrição têm ditado os resultados obtidos desde o ano passado. Diante da alta do dólar, porém, que impactou diretamente no preço dos insumos utilizados, a solução foi reduzir a lucratividade para não repassar o “prejuízo” ao consumidor. Ainda assim, garante a empresária Andréa Kamizaki, os resultados são promissores.

“Os custos aumentaram muito, principalmente em função das matérias-primas, importadas. De qualquer forma, apostamos em análise de produtividade e gestão para não repassá-los ao cliente. Estamos em uma época em que as pessoas não podem gastar tanto”, analisa a farmacêutica, que mantém uma sociedade com o marido.

Segundo a Anfarmag, o mercado de farmácias de manipulação no Brasil concentra cerca de 7.200 estabelecimentos e gera 90 mil empregos diretos. No segmento de farmácias e drogarias, são 72 mil estabelecimentos, conforme a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafama), que geraram R$ 35 bilhões de receita, 12% mais em relação a 2014. Para esse ano, é esperado faturamento 14% maior, cerca de R$ 40 bilhões.

Cientistas brasileiros desenvolvem sensor que apura diabetes pelo hálito do paciente

everuser
janeiro 25, 2017
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Equipamento detecta e mede níveis de acetona, substância ligada à doença

Uma equipe de pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo), UNESP (Universidade Estadual Paulista) e UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) desenvolveu o protótipo de um sensor que é capaz de verificar e mensurar os níveis de acetona pelo hálito do indivíduo, detectando a presença de diabetes.

O organismo produz uma substância chamada acetona. Em pacientes com diabetes descompensada, essa produção ocorre em maior quantidade, se comparada à de pacientes saudáveis. A substância está presente no hálito e na urina dos diabéticos.

Sede constante, emagrecimento e visão embaçada são sinais de diabetes

Quando entra em contato com o sensor, a acetona altera suas propriedades físicas. O pesquisador Luis Fernando Silva, do Instituto de Física da UFSCar, um dos autores do projeto, explica o processo.

— Quando as moléculas da acetona interagem com o sensor, elas alteram sua resistência elétrica. Essa variação pode indicar para nós os níveis de acetona. Um paciente saudável tem entre 0,3 e 0,9 partes por milhão de acetona. Em um paciente diabético, esse nível pode ficar acima de 1.8 partes por milhão.

Próxima fase do projeto

Agora, a pesquisa prossegue com o objetivo de testar a estabilidade do sensor, para verificar a variação em sua performance, já que pode haver forte influência da umidade nos resultados. Além disso, o grupo procura uma equipe médica para iniciar testes em humanos e aprimorar o equipamento.

— Nosso objetivo, além de identificar a presença ou não de diabetes, é monitorar a gravidade do mau cuidado. Queremos que o sensor seja um substituto aos exames de ponta de dedo.

Atualmente, o controle do diabetes é realizado com exames de sangue, que verificam a glicemia. Porém, com o sensor, abre-se uma possibilidade mais prática e menos invasiva.

Os pesquisadores pretendem comparar o nível de acetona aos níveis de glicemia, para facilitar a vida do paciente e por fim aos exames sanguíneos, que costumam ser diários, explica Silva. Outro projeto futuro é utilizar o equipamento para identificar outras doenças.

Lyxumia é indicado para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2

— Já estamos trabalhando com a possibilidade de câncer e infarto. Isso é possível porque o paciente elimina moléculas das doenças que podem estar no hálito.

Pessoas com câncer de ovário tem novo remédio para tratamento

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janeiro 16, 2017
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O Lynparza® (olaparibe) será indicado para casos avançados de carcinoma de ovário seroso de alto grau e outros dois tipos de carcinomas.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do medicamento novo Lynparza® (olaparibe), na forma farmacêutica cápsula dura. O novo medicamento Lynparza® (olaparibe) é indicado para o tratamento de manutenção de pacientes adultas com carcinoma de ovário seroso de alto grau (um tipo de câncer de ovário avançado), incluindo carcinoma da trompa de Falópio (parte do sistema reprodutor feminino que conecta os ovários ao útero) e carcinoma do peritônio (a membrana de revestimento do abdômen).

Lynparza® (olaparibe) é usado em pacientes que têm mutação (um defeito) em um dos dois genes conhecidos como BRCA1 e BRCA2 e que têm doença recorrente (quando o câncer voltou após tratamentos anteriores). Lynparza® (olaparibe) deve ser utilizado após o tratamento com medicamentos à base de platina, quando o tumor teve uma diminuição do tamanho ou desapareceu completamente com este tratamento e a paciente manteve uma resposta durável (duração de pelo menos 6 meses).

O carcinoma de ovário é uma doença agressiva, de risco à vida. Como o número de pacientes com carcinoma de ovário é pequeno, esta doença é considerada rara, e Lynparza®(olaparibe) teve sua análise priorizada pela Anvisa. A detentora do registro do medicamento no Brasil é a empresa AstraZeneca do Brasil Ltda, localizada em São Paulo (SP).

 

Fonte: Anvisa

Infarmed manda parar a venda de atacado de quatro medicamentos

everuser
janeiro 13, 2017
labs

Foram detetadas não conformidades no sistema de boas práticas de fabrico de quatro medicamentos, três são paracetamol

A Autoridade do Medicamento determinou a suspensão imediata da venda de lotes de quatro medicamentos disponíveis em Portugal, devido a “não conformidades no sistema de boas práticas de fabrico”.

Os lotes em causa são de quatro fármacos: o Paracetamol Bluepharma 1000 mg, o Paracetamol Sandoz 500 mg, o Supofen comprimido 1000 mg e o Metformina Mylan.

“Na sequência de uma inspeção realizada pelo Infarmed ao fabricante de medicamentos para uso humano Granules India Ltd. (Gagillapur, Índia) foram detetadas não conformidades no sistema de boas práticas de fabrico, relacionadas com a atividade de granulação e embalagem primária de comprimidos”, refere uma nota publicada no site da Autoridade do Medicamento, onde surgem referidos os respetivos lotes.

A informação refere que os doentes que estejam a usar os referidos lotes dos medicamentos não devem contudo interromper o tratamento, sendo antes aconselhado que consultem o médico para que prescreva remédio alternativo.

Já as entidades que têm estes lotes em stock não os poderão vender, dispensar ou administrar, devendo proceder à sua devolução.

Ao DN o Infarmed explicou que elaborou “de acordo com os procedimentos comunitários de inspeção da Agência Europeia do Medicamento a fabricantes de medicamentos, um relatório de inspeção com as não conformidades detetadas e enviou ao fabricante, para que este devolva ao Infarmed o plano de medidas corretivas a implementar na sequência das não conformidades detetadas em sede de inspeção”. A autoridade nacional planeia fazer uma “inspeção de acompanhamento a este fabricante no 1º trimestre de 2017, após avaliação das medidas corretivas enviadas pelo fabricante”.