Brisa de Viagra deixa população com tesão

Após o Reino Unido autorizar a venda de as atenções se voltaram para a pequena vila de Ringaskiddy, na Irlanda, onde a Pfizer fabrica as famosas pílulas azuis há 20 anos. Segundo moradores, ninguém lá precisa de receita para sentir os efeitos do medicamento contra disfunção erétil. À imprensa britânica, eles garantem estar sempre sob influência da “fumaça do amor” expelida pela fábrica.

A empresa responsável pelo Viagra nega qualquer impacto da produção em moradores, alegando que todo o processo é fiscalizado, assim como a sua segurança. Mas isso não impede a propagação de brincadeiras a respeito de ereções causadas por simplesmente inspirar o ar cheio de “poderes afrodisíacos” em Ringaskiddy.

“Basta um cheiro e você fica rígido”, disse a balconista Debbie O’Grady em entrevista ao “The Times”, imediatamente apoiada por sua mãe, Sadie: “Recebemos as fumaças do amor há anos de graça. É incrível o número de pessoas que vêm a esta aldeia, talvez por curiosidade, e nunca mais vão embora”.

Sadie continua dizendo que “há algo no ar – não que precisemos disso, é claro. Mas, para alguns amigos com problemas nesse departamento, pode ser uma benção”, brinca.

Os moradores falam até mesmo de um crescimento no turismo e da população depois da abertura da fábrica. Eles contam histórias sobre homens reunidos ao redor da unidade para inalar os vapores de Viagra.

No entanto, um porta-voz da empresa, cujo nome não foi divulgado pelo “The Times”, afirma que não há mérito para as histórias contadas pelos moradores. “Nossos processos de fabricação sempre foram altamente sofisticados, bem como altamente regulamentados”, disse o porta-voz sem nome ao jornal.

Venda livre. As autoridades do Reino Unido esperam que a medida reduza a compra de Viagra em sites ilegais, que vendem remédios falsos, já que muitos homens têm vergonha de admitir que sofrem de problemas de ereções e evitam consultas médicas. “Facilitar o acesso ao medicamento estimulará os homens a procurarem ajuda dentro do sistema de saúde e aumentará a conscientização sobre os problemas de ereção”, disse Mick Foy, da Agência Reguladora de Produtos Médicos e Sanitários do Reino Unido (MHRA).

As pílulas de 50 mg serão vendidas em todas as farmácias com o nome de “Viagra Connect”, mas a compra ficará proibida a pessoas que apresentam problemas cardíacos ou de insuficiência hepática e renal, as contraindicações do medicamento..

MINI ENTREVISTA

Eduardo Bertero
Coordenador do Departamento de Andrologia e Sexualidade da Sociedade Brasileira de Urologia
É possível que o Viagra tenha efeito se for inalado?
Não, definitivamente. Não há nenhuma evidência científica que sustente essa teoria. Seria necessária uma grande concentração de citrato de sildenafila (princípio ativo do Viagra) na fumaça para se alcançar a corrente sanguínea e causar o efeito esperado. A única forma indicada é por via oral. Outras já foram testadas, como a intrapeniana (por injeção) e sublingual, mas nenhuma delas foi positiva e eficaz.

E quanto ao relato dos moradores?
Acredito que não passe de uma brincadeira. Para tirar a dúvida, pode-se fazer um exame de sangue para dosar a quantidade de sildenafila da pessoa que inalou. Além disso, se fosse verdade, teríamos relatos não só de eficácia, mas de eventos adversos como dor de cabeça, nariz congestionado, olhos vermelhos e lacrimejantes.

Enxaqueca tem novo tratamento que reduz pela metade seus efeitos

Uma nova classe de drogas contra a enxaqueca mostrou resultados promissores em dois estudos publicados nessa quinta-feira (30) no “The New England Journal of Medicine”. Desenvolvidas na forma de injeção, trata-se do primeiro tratamento produzido especificamente para a prevenção da condição que, quando crônica, pode ocorrer 15 vezes ao mês, com duração de horas a dias em alguns pacientes.

Os estudos avaliaram duas injeções: o Erenumabe – que reduziu em até 50% o número de crises por mês – e o Fremanezumabe. As injeções foram produzidas tendo em vista a molécula CGRP, produzidas em maior quantidade em pacientes com enxaqueca.

As injeções são anticorpos monoclonais. Essa classe de medicamentos já é usada para o tratamento do câncer. Os cientistas “clonaram” e treinaram anticorpos para reconhecera CGRP e, então, bloquear a ação da molécula, diminuindo a dor.

Hoje, médicos usam medicamentos que são usados no tratamento de outros problemas de saúde, como anticonvulsionantes, antidepressivos e anti-hipertensivos.

“É uma classe específica de prevenção da enxaqueca que traz uma outra perspectiva para o tratamento. Hoje, há medicamentos específicos, a classe dos triptanos, mas eles são usados para interromper a crise quando ela já ocorreu. Não são preventivos”, explicou ao G1 o neurologista Mário Peres, professor do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Ele acompanha os estudos com a molécula e estima que uma das injeções (Erenumabe) seja aprovada no primeiro semestre de 2018 no FDA, órgão que regula medicamentos nos Estados Unidos, e no segundo semestre pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no Brasil.

O neurologista Mário Peres cita que, hoje, há quatro laboratórios testando drogas que visam o bloqueio da CGRP. Ele destaca que a principal vantagem das novas drogas é a tolerabilidade e a quase ausência de efeitos colaterais.
Efeitos colaterais. Os remédios atuais para a prevenção podem causar perda de peso, problemas de memória ou ganho de peso, dentre outros efeitos indesejados.

Molécula está associada ao mecanismo de dor nas crises
A molécula CGRP é formada por 37 aminoácidos e foi descoberta há 30 anos. Localizada no cromossomo 11, ela tem sua produção mediada por um gene homônimo.

“Todas pessoas têm essa molécula, mas ela está presente em maior quantidade em indivíduos com enxaqueca”, explica o neurologista Mário Peres.

Estudo de revisão do “Physiological Review” publicado em 2014 menciona a função vasodilatadora da molécula. Ela aumenta o diâmetro de vasos sanguíneos, mecanismo que também está associado à dor na enxaqueca. A molécula também é conhecida por mediar outros processos de dor.

Os resultados de cada injeção
1 – Erunumabe

A pesquisa recrutou 955 pessoas: 317 receberam 70 mg; 319, 140 mg; e 319, placebo (sem a droga).

O primeiro grupo relatou redução de 50% ou mais no número médio de dias de crises de enxaqueca/mês. Já o grupo de 70 mg, redução de 43,3% e o grupo placebo, 26,6%. De modo geral, todos toleraram o medicamento.

2 – Fremanezumabe

Foram recrutados 1.130 pacientes: 376 receberam a droga trimestralmente; 379, mensalmente; e 375, placebo.

O primeiro grupo teve redução de 50% no número médio de crises/mês. No segundo grupo, a queda foi de 41% e no placebo, de 18%. Foram observadas anormalidades de função hepática nos três grupos.

Anvisa impede uso do medicamento Leuginase para leucemia infantil no SUS

A burocracia impede o medicamento Leuginase de ter registro de eficácia testado na Anvisa.

O medicamento Leuginase, fabricado na China, está proibido de ser distribuído nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão veio do juiz federal Rolando Valcir Spanholo, de Brasília, nesse domingo (24).

De acordo com o juiz e com o Ministério Público Federal – que pediu a proibição – a liminar vem porque não há comprovação, junto à Anvisa, da eficácia do produto em seres humanos. Como é uma decisão liminar, entra em vigor efetivamente, mas cabe recurso.
O medicamento deve ser substituído por outro remédio com o mesmo princípio ativo, mas que tenha comprovação legal, em até 45 dias. Quem já tomou o remédio será monitorado pelos agentes de saúde do governo.

O Leuginase foi importado sem licitação porque, segundo o Ministério da Saúde, o caso é de calamidade pública: quatro mil crianças com leucemia linfoide aguda precisariam do medicamento. Com isso, o custo individual cairia consideravelmente ao governo, de US$ 173 para US$ 38 (R$ 543 para R$ 119).

Leuginase é o nome comercial da asparaginase do laboratório chinês Beijing SL Pharmaceutical e passou a ser comprado pelo governo federal depois de o L-Asparaginase, fabricado no Japão, também ser proibido por falta de comprovações.

Falta de investimentos em antibióticos criam alertas na OMS

A OMS alertou nesta quarta-feira sobre a “séria escassez” de novos antibióticos para combater bactérias cada vez mais resistentes, e defendeu redobrar os investimentos diante desta “crescente ameaça” à saúde mundial.

No total, a Organização Mundial da Saúde registrou 51 novos antibióticos em fase de desenvolvimento clínico para combater os chamados agentes patógenos prioritários, a tuberculose e a infecção diarreica atribuída ao Clostridium difficile.

Mas há apenas oito tratamentos “inovadores” capazes de reforçar o “arsenal” existente, destaca o comunicado.

Além da tuberculose resistente, que a cada ano mata 250 mil pessoas no planeta, a OMS publicou em fevereiro uma lista de 12 famílias de “superbactérias”, contra as quais considera urgente desenvolver novos medicamentos, a exemplo de enterobactérias como Klebsiella e E.coli.

Algumas destas famílias provocam infecções comuns, como pneumonia e do trato urinário.

“A resistência antimicrobiana é uma emergência de saúde global”, declarou o diretor-geral da OMS, Adhanom Ghebreyesus.

“Há uma necessidade urgente de um maior investimento em pesquisa e desenvolvimento de antibióticos (…), do contrário voltaremos ao passado, quando as pessoas temiam infecções comuns e a vida estava em risco até em simples cirurgias”, advertiu.

Apenas para a tuberculose, a OMS avalia a necessidade de investimentos superiores a 800 milhões de dólares anuais na pesquisa de novos medicamentos.

A OMS adverte, ainda, que há “muito poucas” soluções orais de antibióticos em desenvolvimento, quando são “essenciais para tratar infecções fora dos hospitais”.

As bactérias resistentes aos antibióticos poderão matar até 10 milhões de pessoas por ano até 2050, um número equivalente ao do câncer, segundo um grupo de especialistas internacionais formado em 2014 no Reino Unido.

Presidido pelo economista Jim O’Neill, o grupo estima que o fenômeno causa atualmente 700 mil mortes por ano.

A OMS adverte que não se trata apenas de novos antibióticos, mas também de se melhorar a prevenção de doenças e promover o bom uso dos tratamentos existentes e futuros, tanto entre os pacientes como para animais e na agricultura.

AFP

Novas técnicas hospitalares para visualizar o que está dentro do corpo

Houveram sempre avanços nas técnicas hospitalares para visualizar o que está dentro do corpo de forma menos evasiva – desde a ecografia ao raio x ou à ressonância magnética -, mas agora os médicos poderão ver praticamente tudo o que está dentro do corpo de uma só vez, graças a uma câmara que permite através do corpo.

A câmara, que consegue ver através das estruturas e para o interior do corpo, deteta fontes de luz por trás de cerca de 20 centímetros de tecido corporal.

Como reporta o Science Alert, o protótipo foi desenvolvido por investigadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, para ser utilizado conjunto com endoscópios – instrumentos utilizados para observar o interior de certos órgãos ou de certas cavidades, dotados geralmente de um tubo óptico com iluminação própria.

Os endoscópios são utilizados em vários procedimentos médicos, mas até agora era difícil conseguir confirmar externamente exatamente onde é que o endoscópio estava no corpo sem recorrer ao raio x.

Apesar de não se saber quando é que esta tecnologia poderá começar a ser utilizada em instituições de saída, esta é uma inovação promissora no campo das técnicas de imagiologia e diagnóstico. https://goo.gl/B6XlRJ

A falta de apetite sexual preocupa cientistas com o baixo nível de espermas

O número de espermatozoides em homens da América, Europa, Austrália e Nova Zelândia diminuiu para mais de 50% em menos de 40 anos, de acordo com a Reuters.

Os investigadores descobriram também que a taxa de declínio não está a abrandar, o que aponta para o declínio da saúde masculina e da fertilidade.

Ambas as descobertas surgiram de uma meta-análise que reuniu 185 estudos de contagem de esperma realizados entre 1973 e 2011 e cujos resultados foram publicados na revista Human Reproduction Update.

Esperma congelado no espaço passa no teste de fertilidade Esperma congelado no espaço passa no teste de fertilidade
Estes resultados demonstraram um declínio de 52,4 por cento na concentração de esperma e um declínio de 59,3 por cento na contagem total de espermatozoides entre homens norte-americanos, europeus, australianos e neozelandeses.

“Este estudo é um alerta para que investigadores e autoridades de saúde, em todo o mundo, investiguem as causas desta forte queda na contagem de espermatozoides”, disse Hagai Levine, que co-liderou o trabalho na Universidade Hebraica – Escola Hadassah Braun De Saúde Pública e Medicina Comunitária em Jerusalém.

A análise não apontou razões para o declínio, mas os responsáveis por este trabalho afirmaram que a queda de esperma já foi associada, no passado, a diversos factores, tais como a exposição a produtos químicos e pesticidas, tabagismo, stress e obesidade.

Estes resultados sugerem que as medidas da qualidade dos espermatozoides podem estar a ser afetadas pelo impacto que a vida moderna tem na saúde masculina.

Daniel Brison, especialista em embriologia e biologia celular na Universidade britânica de Manchester, disse que estas descobertas têm “grandes implicações não só para a fertilidade, mas para a saúde masculina e a saúde pública em geral”.

Os borracha fraca estão deixando cientista alardeados , mesmo acabando como estoque de tadalafila não conseguem resolver o problema.

“Uma questão que ainda não foi respondida é se o impacto do que está a causar este declínio na contagem de esperma será reflectido em futuras gerações, através de crianças epigenéticas (modificações genéticas) ou em outros mecanismos do esperma”, disse num comentário enviado por email à Reuters.

Desde a década de 1990 que alguns estudos relatavam declínios na contagem de espermatozoides, contudo estes resultados foram contestados porque não tinham tido em conta factores como a idade ou atividade sexual.

Infarmed manda parar a venda de atacado de quatro medicamentos

Foram detetadas não conformidades no sistema de boas práticas de fabrico de quatro medicamentos, três são paracetamol

A Autoridade do Medicamento determinou a suspensão imediata da venda de lotes de quatro medicamentos disponíveis em Portugal, devido a “não conformidades no sistema de boas práticas de fabrico”.

Os lotes em causa são de quatro fármacos: o Paracetamol Bluepharma 1000 mg, o Paracetamol Sandoz 500 mg, o Supofen comprimido 1000 mg e o Metformina Mylan.

“Na sequência de uma inspeção realizada pelo Infarmed ao fabricante de medicamentos para uso humano Granules India Ltd. (Gagillapur, Índia) foram detetadas não conformidades no sistema de boas práticas de fabrico, relacionadas com a atividade de granulação e embalagem primária de comprimidos”, refere uma nota publicada no site da Autoridade do Medicamento, onde surgem referidos os respetivos lotes.

A informação refere que os doentes que estejam a usar os referidos lotes dos medicamentos não devem contudo interromper o tratamento, sendo antes aconselhado que consultem o médico para que prescreva remédio alternativo.

Já as entidades que têm estes lotes em stock não os poderão vender, dispensar ou administrar, devendo proceder à sua devolução.

Ao DN o Infarmed explicou que elaborou “de acordo com os procedimentos comunitários de inspeção da Agência Europeia do Medicamento a fabricantes de medicamentos, um relatório de inspeção com as não conformidades detetadas e enviou ao fabricante, para que este devolva ao Infarmed o plano de medidas corretivas a implementar na sequência das não conformidades detetadas em sede de inspeção”. A autoridade nacional planeia fazer uma “inspeção de acompanhamento a este fabricante no 1º trimestre de 2017, após avaliação das medidas corretivas enviadas pelo fabricante”.